O fazer pedagógico na fase de alfabetização: reflexão e possibilidades

Atualizado: Jun 15


Atentando-se ao período em que estamos vivendo e contando com a colaboração e mediação das famílias ao ensino remoto, temos constantemente problematizado as situações vividas acerca dos segmentos, desde o Infantil ao Ensino Médio. Em busca de recursos e inciativas que possam colaborar com o processo de ensino-aprendizagem, não só neste período de pandemia, pensamos constantemente em atribuir sentido ao fazer pedagógico de forma que àquilo que parece distante ou específico do papel escola ou da família, seja de fato um momento de grande reflexão e possibilidades.

Falando especificamente da fase de alfabetização, a nossa educadora Raquel Vicco, também psicóloga em sua formação e pedagoga colaboradora à equipe de Atendimento Educacional Especializado - AEE, tem realizado uma série semanal de vídeos que estão contribuindo para que estas habilidades ligadas à leitura e escrita sejam efetivas e afetivas e consolidem esta etapa tão importante na vida de nossas crianças. Esta série de vídeos conta com o processo de alfabetização ligado aos elementos do ambiente atual, onde neste momento de interrupção à ida ao espaço físico “escola”, o espaço “casa” ganha um sentido peculiar e importante, e como dito anteriormente, de uma mediação oportuna, da qual, constatamos de grande valia entre esta parceria família-escola. Afinal, o objetivo pela aprendizagem significativa, crítica e reflexiva é nosso bem comum.

Vídeo da Profª Raquel Vicco no AEE

Sobretudo, a oportunidade deste texto nos leva a dividir com nosso público a importância desta interação, da rotina e dos lugares escolhidos para a efetividade das ações. Especificamente, a foto abaixo revela um espaço cuidadosamente escolhido para a gravação deste momento de alfabetização, atrelado a este fazer, elementos socioemocionais indicados ao que chamamos de psicogeografia, que se trata, em linhas gerais, de uma demarcação simbólica, mas visualmente perceptível e que geram estímulos associados ao valor atribuído entre espaço e ação.

Com isto, a gravação em um ambiente letrado, possibilita reconhecer o valor e importância deste universo, trazendo a partir da organização do lugar real ou pelo recurso da memória, emoções que podem gerar sensações e fincar sentido ao que está sendo desenvolvido. A escolha em se gravar em um ambiente cuja estante de livros ganha também um espaço de identidade e marco, sugere a ambientalização com o universo letrado através de memórias ligadas à escola, aos projetos de Leitura e Escrita e efetivamente possibilita encontrar conexões ao sentido vivido neste momento. É um recurso visual (neste caso) que resgata informações já ‘reservadas’ e cria novos laços e engramas possíveis a partir do exercício da escrita utilizando elementos também afetivos encontrados em casa, por este motivo, nestas atividades pedagógicas elencamos objetos importantes como recurso, o brinquedo, o livro que mais gosta, os elementos constitutivos de um determinado ambiente. É o saber fazer como premissa para uma formação significativa, além do período remoto.

Michele Siciliano

Para o Marupiara.Net

*Michele Siciliano é formada em letras e pós graduada em psicopedagogia com diversos curso nesta área. É responsável pelo Atendimento Educacional Especializado - AEE do Colégio Marupiara.

Profa. Raquel Vicco na atividade do AEE

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